A Costela de Adão

Posted: 29 de Abril de 2010 by mundomaranatha in Criação

É bastante conhecido o texto bíblico que relata a criação da primeira mulher:

“Então o Senhor fez cair pesado sono sobre homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe.”

(Livro de Gênesis, capítulo 2, versos 21 e 22, na versão de Almeida revista e atualizada no Brasil, 2a edição, da Sociedade Bíblica do Brasil).

Na versão na “Linguagem de Hoje”, o mesmo texto é traduzido da forma seguinte:

“Então o Deus Eterno fez que o homem caísse num sono profundo. Enquanto ele dormia, Deus tirou uma das suas costelas e fechou a carne naquele lugar. Dessa costela o Eterno formou uma mulher e a levou ao homem.”

Podemos imaginar como teria sido esta maravilhosa operação cirúrgica! Realizada em um ambiente natural, livre de germes, perfeitamente esterilizado, utilizando anestesia perfeita, sem qualquer contra-indicação, com efeito durando exatamente o tempo necessário para a realização do ato cirúrgico, e executada por um cirurgião dispondo de conhecimentos infinitos sobre a anatomia e a fisiologia do paciente (que havia sido por ele mesmo criado há poucas horas), e tendo o domínio total da técnica para a retirada do material genético exatamente necessário para a duplicação e especiação das células de conformidade com os padrões estabelecidos no código genético original, e transformando os cromossomos originais do tipo Y em cromossomos do tipo X. Desta forma, foi obtida quase que uma réplica (dir-se-ia hoje em dia, para acompanhar a preocupação da imprensa mundial com o que ocorreu com a ovelha “Dolly”: quase que um clone!) de Adão, mas na realidade, algo sumamente mais gracioso, maravilhosamentre adaptado para ser a sua “adjutora”, isto é, sua companheira, com ele colaborando e complementando-o de forma admirável!

Cariótipo de uma mulher normal
Cariótipo de um homem normal Cariótipo de um homem normal 

 (Ao número e forma do conjunto de cromossomos específicos de uma espécie dá-se o nome de cariótipo)

Os métodos da Genética permitiram demonstrar que o material hereditário está localizado nos cromossomos. As características físicas dos seres vivos são transmitidas aos seus descendentes através dos cromossomos das suas células germinativas. Nas Figuras acima temos um “mapeamento” dos cromossomos humanos – acima os cromossomos de uma célula germinativa feminina, e abaixo os de uma célula germinativa masculina. A diferença entre os dois “mapeamentos” é que a mulher apresenta um par de cromossomos indicados pela letra X, enquanto que o homem tem um só cromossomo X, e mais um cromossomo (inexistente na mulher) indicado pela letra Y. Para formar a mulher, em síntese, Deus deve ter tomado células da costela de Adão e transformado os seus cromossomos Y em cromossomos X, e efetuado em seguida a diferenciação celular necessária para então dar origem ao novo ser, designado no texto bíblico muito apropriadamente como “osso dos ossos” e “carne da carne” de Adão (Gênesis 2:23).

Material Genético

Em meados do século passado, os biólogos, utilizando microscópios cada vez mais potentes, e recorrendo a técnicas novas para o preparo de lâminas, passaram a estudar a célula e seus componentes, com bastante sucesso. Descobriram, então, que a hereditariedade é um processo celular que envolve as células germinativas paternas e maternas. Já se sabia, então, que todas as características hereditárias são transmitidas por essas células.

Cromossomos

Verificou-se, então, que quando a célula estava se preparando para dividir-se em duas (processo conhecido como “mitose”), tornava-se visível no seu núcleo a formação de um conjunto de pequenos filamentos que podiam ser mais destacados com a utilização de corantes químicos. Devido à coloração que então adquiriam, foram eles chamados de “cromossomos”, isto é, “corpos coloridos”. Observou-se, também, que o número de cromossomos das células germinativas era sempre o mesmo para cada espécie.

Genes

No início do Século XX, os biólogos chegaram à conclusão de que o cromossomo não era um filamento contínuo, mas se assemelhava mais a um colar de contas. Essas contas – cerca de 1250 em um cromossomo humano – foram denominadas genes, e constituem as verdadeiras sedes primárias da hereditariedade. Novas descobertas foram sendo feitas, dentre as quais a de que o ácido desoxirribonuclêico (DNA) entrava na composição do gene. Comparada com outras moléculas orgânicas, a molécula de DNA mostrou-se relativamente pouco complexa, compondo-se de apenas três tipos de ingredientes: açúcares simples do tipo da desoxirribose, fosfatos, e compostos nitrogenados – as bases adenina, timina, citosina, e guanina. Entretanto, ainda era desconhecida a sua estrutura molecular.

Código Genético

Decobriu-se, então, que a molécula de DNA tinha uma estrutura helicoidal na qual os fosfatos e açúcares constituem o arcabouço retorcido de uma “escada” espiralada, e as bases formam os seus degraus. Um único gene pode representar uma fração da escada de DNA com a extensão de cerca de 2000 degraus. O DNA de uma única célula humana, com todos os seus elementos unidos em fila, pode chegar a 90 centímetros de comprimento, e conter cerca de 6 bilhões de degraus. As moléculas de DNA trazem em sua estrutura mensagens em código para o controle do metabolismo celular, e armazenam enorme número de instruções que irão determinar a embriogênese do indivíduo. A seqüência das bases nitrogenadas que formam os degraus da molécula de DNA é o que determina o desenvolvimento dos organismos, constituindo o chamado “código genético”, com as informações básicas que caracterizam todos os traços físicos do indivíduo. O DNA dá as ordens que estimulam o crescimento, a digestão, as pulsações cardíacas, e outras funções inerentes aos organismos vivos. Para termos uma idéia da complexidade do DNA, basta dizer que, numa célula humana, uma molécula de DNA contém dados equivalentes aos proporcionados por várias enciclopédias somadas.

Reprodução Celular

Através da “mitose” ocorre o crescimento dos indivíduos pluricelulares, com o constante aumento do número de suas células.

A ovelha “Dolly” foi replicada em um laboratório da Escócia por um processo de “clonagem” a partir de uma só célula de outra ovelha adulta. As duas ovelhas têm o mesmo código genético, sendo exatamente iguais entre si. São idênticas no nível molecular, e conseqüentemente têm as mesmas características físicas: tamanho das orelhas, formato e côr dos olhos, marcas nas patas, dentes, etc.

Uma pergunta interessante: “O homem tem uma costela a menos do que a mulher?”

É esta uma pergunta (e às vezes até uma afirmação precipitada!) feita por pessoas sinceras que desejam saber se aquela operação cirúrgica teve efeitos permanentes em toda a descendência masculina de Adão. Mas também é uma pergunta feita muitas vezes com o propósito de menosprezar o texto bíblico, dando a entender que a Bíblia declara (em algum lugar não definido) que todos os homens têm uma costela a menos que as mulheres!

Em primeiro lugar, deve ser dito que não existe nenhum texto bíblico que faça qualquer menção ao suposto fato de a descendência masculina de Adão possuir uma costela a menos, ou a sua descendência feminina possuir uma costela a mais.

Todos os seres humanos, quer sejam homens, quer sejam mulheres, têm 12 pares de costelas, a não ser que se verifique alguma anomalia genética que altere esse número, o que poderia acontecer indistintamente tanto no homem quanto na mulher. Anomalias desse tipo são observadas às vezes também em outros caracteres externos, tanto no homem quanto na mulher, podendo ser facilmente observadas. (É o caso, por exemplo, da chamada “hexadactilia”, ou seja, do nascimento de pessoas com seis dedos, sejam nas mãos, sejam nos pés).

Os primeiros sete pares de costelas são ligados diretamente ao esterno mediante cartilagens, e são chamados de “costelas verdadeiras”. Os três pares seguintes não se ligam ao esterno, mas sim à sétima costela, também mediante cartilagens, e são chamadas de “costelas falsas”. Os dois últimos pares ficam apenas nas partes laterais do tórax, não chegando à parte frontal; suas extremidades ficam flutuando, pelo que são chamadas de “costelas flutuantes”.

Em segundo lugar, a manutenção do padrão construtivo de todos os órgãos e sistemas do corpo humano, no decorrer das gerações, é uma das maravilhas do seu projeto, o que indica a existência de planejamento e propósito, bem como sabedoria infinitamente superior, e poder além de toda a nossa compreensão!

Mesmo que algum acidente eventual acarrete a perda, por exemplo, de um dedo, os descendentes do acidentado nascerão com o número completo de dedos.

Tórax e costelas

1 a 7 – costelas verdadeiras
8 a 10 – costelas falsas
11 e 12 – costelas flutuantes
13 a 15 – esterno
13 – punho
14 – corpo
15 – apêndice xifóide
16 – 1a vértebra dorsal
17 – 12a vértebra dorsal

Caracteres adquiridos não se transmitem aos descendentes – é esta uma importante lei da Biologia, muitas vezes esquecida pelos defensores mais ardorosos da filosofia da Evolução, os quais, para defendê-la, chegam até a deixar de lado as evidências dos fatos observados. É conhecido, por exemplo, o caso de criadores de certas raças de cães, que durante séculos têm cortado a sua cauda, e apesar disto toda a sua descendência, nas sucessivas gerações, até hoje, continuou a nascer com cauda, como os seus antepassados.

Fox Terrier Miniatura

É este um cão de grande vivacidade e independência, de natureza alerta e curiosa. A raça foi reconhecida pelo Kennel Club americano em 1936, e tem a sua cauda tradicionalmente amputada nas suas sucessivas gerações. A sua descendência, apesar dessa operação cirúrgica, continua sempre a apresentar cauda com o comprimento original característico da raça. (ALDERTON, David. Cães, p. 206. Ediouro S. A., Rio de Janeiro, 1994)

O pescoço da girafa e a teoria evolucionista de Lamarck

Na história da Biologia destacou-se há mais de 150 anos a tese evolucionista de Lamarck, célebre naturalista francês, que afirmava ser “uma lei da natureza” a transmissão dos caracteres adquiridos, tendo até ficado clássico o seu exemplo, posteriormente descartado pelos próprios biologistas, de que o pescoço da girafa cresceu, de geração em geração, pela necessidade de procurar alimento em alturas cada vez maiores. O Lamarckismo, hoje em dia, não mais tem o “status” de ciência, tendo passado à categoria de uma hipótese abandonada, por não se coadunar com a observação experimental.

Girafa

As girafas têm seu habitat natural na África Centro-Oriental. Seu pescoço tem normalmente cerca de 2,5 metros, e como o dos demais mamíferos, tem 7 vértebras. Se a girafa tivesse encompridado o seu pescoço somente pela necessidade de alimentar-se de folhas de árvores situadas no alto, como se explicaria não ter o mesmo acontecido com outros animais que também procuram seu alimento no alto, como por exemplo a gazela gerenuk africana (que fica em pé, sobre suas patas traseiras), e a cabra markhor do Afeganistão (que sobe em árvores até cerca de oito metros acima no solo)? [HOFLAND, Lynn, Giraffes, p. 11. Creation Ex-Nihilo (18:4)]

As figuras tentam mostrar os problemas paralelos ao alongamento do pescoço da girafa suposto na teoria da herança dos caracteres adquiridos. Como explicar que as pernas da girafa não teriam também de ter encurtado, para que ela pudesse beber água?! E as demais alternativas esquematizadas, que poderiam sempre ser justificadas por raciocínios semelhantes ao do alongamento do pescoço?

Assim, o verdadeiro fato experimental, de natureza verdadeiramente científica, relacionado com a costela de Adão, é que todos os seus descendentes, indistintamente masculinos e femininos, continuam tendo os mesmos 12 pares de costelas constantes do projeto original.

A retirada de uma das costelas de Adão para a formação de Eva jamais acarretaria, como de fato não acarretou, a falta de uma costela em toda a descendência masculina de Adão!

 

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