A Perseguição Contra o Adventismo

Posted: 19 de Junho de 2010 by mundomaranatha in Sem categorias

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Eu (ainda) fico impressionado com o esforço mental que algumas pessoas insistem em fazer com um único objetivo: minar a fé dos Adventistas.
Oh Igreja perseguida! (cf. Apoc. 12:17).

São inúmeros os e-mails e comentários de postagens que recebo diariamente com pessoas tentando me “converter”, ou melhor, me “salvar” das heresias da Igreja Adventista…rsrsrs

É a mesma lenga-lenga de sempre contra Ellen White, o sábado, o juízo investigativo, o milênio, a reforma de saúde, a lei cerimonial, a Trindade, etc., etc., etc.

As pessoas não respeitam nossa fé, nos agridem com palavras grosseiras, nos humilham em sites, livros, blogs… e ainda se sentem aborrecidas quando eu defendo aquilo em que creio aqui no blog. É mole?! rsrs

Tive, então, a curiosidade de entender a motivação que leva alguns destes críticos mais ardorosos a se “especializarem” na apologia contra a Igreja Adventista do 7º Dia.

Acho que descobri porque eles agem assim: Faturam alto “batendo” nos Adventistas com esta falácia de que somos uma “seita herética”.

Em um desses sites, encontramos a seguinte “oferta” de palestras e seminários:

“O quorum mínimo deve ser de 50 participantes. Será cobrada uma taxa de inscrição ou equivalente por participante de R$20,00 (vinte reais). Enviaremos previamente, um cartaz de divulgação do evento com a programação. A cada palestra será fornecido materiais didáticos (esboço de palestras, folhetos e outros artigos), além de um certificado para os que concluírem o curso com aproveitamento. O cofeebreak e lanches para os inscritos ficam a critério e será de responsabilidade da igreja. Em ambos os modelos, montaremos um stand para a venda de literaturas, e as despesas de transporte, alojamento e alimentação serão de responsabilidade da igreja anfitriã” (fonte).

Cobrar R$ 20,00 de cada participante, com um “quorum” mínimo de 50 pessoas, o que dá um total de R$ 1.000,00 por palestra, parece uma boa “motivação”, não acham?!

Lembrando que este valor é “líquido”, uma vez que as igrejas “anfitriãs” precisam arcar, ainda, com as despesas de transporte, hospedagem e alimentação da “equipe”.

Se a motivação fosse meramente missionária, ou seja, se o objetivo primário fosse o de “equipar os membros das mais diversas igrejas evangélicas do Brasil por meio de palestras e evangelismos específicos”, por que cobrar por isso? Não seria mais “justo” fazer este trabalho por amor? Uma vez que as igrejas já arcariam com as despesas de transporte, alimentação e hospedagem, por que cobrar pela palestra?

É claro que o “trabalhador é digno do seu salário”… mas fico me perguntando se o marketing por trás deste pseudo interesse apologético (defesa da fé) não está sendo encarado apenas como “mercadejamento da Palavra de Deus” (cf. 2Cor. 2:17).

Há alguns anos (mais precisamente em 2003), houve uma intensa movimentação na cidade de Campina Grande, interior da Paraíba, devido à divulgação de que as doutrinas Adventistas seriam “desmascaradas” durante um evento evangélico que ocorre todos os anos no período do Carnaval. A liderança local da Igreja entrou em ação e nos foi dado (depois de a Justiça ameaçá-los com um multa de R$ 1 milhão) o direito de nos defendermos no debate.

Na ocasião, o opositor era um líder “apologético” no Brasil, que também cobra por suas palestras. A Igreja Adventista foi magistralmente representada pelo Pr. Ângelo Gabriel, então distrital local e um especialista em nossas doutrinas, o qual deu um “banho” de exegese, hermenêutica e profundidade bíblica. O pastor “apologeta”, convidado de honra da “festa”, se limitava a ridicularizar e humilhar a apresentação do Pr. Ângelo, sem apresentar embasamento convincente e bíblico à sua contra-argumentação (aliás, como vimos recentemente no debate da RIV TV, este é o método que os opositores do Adventismo gostam de utilizar). Ao final, ficou patente que o Pr. Ângelo venceu o debate da argumentação, apesar de os milhares de evangélicos presentes não terem se dado conta disso.

Longe de mim acusar ou menosprezar o trabalho que estas pessoas realizam! O que me deixa triste, como crente Adventista, é o fato de que eles não têm respeito pela fé de tantos milhões de pessoas, sempre se apresentando de forma arrogante, orgulhosa e pedante, como “donos da Verdade”, e colocando os Adventistas e outros movimentos religiosos como uma massa de pessoas sem cultura e débeis em seu raciocínio bíblico.

Mas, agora que sei que eles cobram caro para falarem mal dos Adventistas, fico mais “conformado”… afinal, todos precisam ganhar seu “pão”. Pena que alguns prefiram fazer isso manipulando as pessoas e os fatos!

“Porém confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas, tendo esperança em Deus, como também estes a têm, de que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos” (Atos 24:14-15).

Só um verdadeiro Adventista do 7º Dia poderia ter dito estas palavras!

Parabéns, irmão Paulo!

Autor: Prof. Gilson Medeiros

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