A Importância da Comunicação na Construção do Lar

Posted: 5 de Outubro de 2010 by mundomaranatha in Sem categorias

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“Como maças de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”. Provérbios 25:11.

São muitos os problemas que afetam as famílias hoje em dia, mas pensamos que o fator ”comunicação”, que envolve uma comunicação errônea, sem tato, sem cortesia, destituída de palavras bondosas e amáveis, bem como o uso de palavras ferinas, agressivas, com um tom de voz condenatório e autoritário, ou até o uso da arma do silêncio, tem contribuído para a infelicidade de muitas pessoas, e a dissolução de lares. Infelizmente, por muitos casais não saberem se comunicar, eles estão contribuindo para o aumento de mais 90% dos problemas conjugais.

Existe uma conexão estreita entre a comunicação e as relações interpessoais. A comunicação e as relações interpessoais são elementos chaves em nosso desenvolvimento pessoal, na percepção do que somos (em potência) e a quê estamos chamados a ser.

A comunicação influencia nosso bem-estar geral. A comunicação está para as relações interpessoais como a respiração está para a vida. O conhecimento do outro, o ir ao encontro do outro e manter relações de “trocas” desenvolve uma autonomia construtiva, criadora, animadora.
A vida é comunicação; portanto, comunicar-nos bem é tão necessário para nosso desenvolvimento integral quanto respirar ar puro, a pleno pulmão, é necessário para nosso bom desenvolvimento físico e espiritual.

O próprio Deus viu que a comunicação era importante para vida de seus filhos, pois Ele mesmo procurava-os para com eles conversar: “E chamou Senhor Deus ao homem….”. Gênesis 3:9.

I – A Importância da Comunicação

O que significa comunicar-se? De acordo com o dicionário de Antônio Houaiss, significa “transmitir ou permutar pensamentos, sentimentos, informação ou fatos semelhantes, oralmente ou por escrito”. Antônio Houaiss – Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa.

A Palavra de Deus diz: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”. Amós 3:3.

Encontramos no processo de comunicação, dois tipos de diálogo:

1. Diálogo Problemático – Um diálogo que não seja cooperativo pode assumir diversas formas. Pode ser combativo, caótico, insuficiente, ou interrompido prematuramente como um meio de evitar um conflito.

Uma pessoa pode falar de maneira insensível, se tiver o hábito de se comunicar mal. Quanto mais magoada e irada ficar uma pessoa, mais reagirá agressivamente, vendo o parceiro como inimigo e não como um parceiro amigo. Quanto mais os dois parceiros se falarem como se fossem inimigos, mais a mágoa entre eles crescerá, e a relação se tornará cada vez mais desagradável. Agressividade gera agressividade.

2. Diálogo Cooperativo – Um diálogo cooperativo permite o casal juntar informações compartilhar opiniões, para juntos chegarem a um acordo. Quando um casal sabe usar o diálogo cooperativo eles conseguem:

§ Gostar de ficar juntos
§ Trocar informações com facilidade
§ Trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados

O tom do diálogo cooperativo é amigável, mesmo quando se trata de um assunto sério. Juntos tentam solucionar o problema sem confronto, mas unidos. Confrontam-se com o problema e não entre si.

II – Princípios da Comunicação

1. A Importância de Aceitarmos a Outra Pessoa

O primeiro passo para uma boa comunicação é uma atitude de aceitação. Se não houver aceitação da pessoa tal como ela é, não haverá possibilidade de comunicação.

No clima da aceitação e do perdão, podemos abrir o nosso coração e deixar que a outra pessoa nos veja sem disfarces, assim como verdadeiramente somos no nosso íntimo.

“(Andemos) de modo digno da vocação a que fostes chamado com toda humildade e mansidão e longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” Efésios 4:2-3.

“Sede uns para com os outros, dignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” v.32.

Como colocar em prática esses ensinamentos? As palavras chaves são:

“suportando e perdoando”. Suportando está longe de significar agüentar como se fosse um martírio. Significa antes, aceitar a pessoa como uma criação especial de Deus, colocar os pontos fracos do companheiro na coluna das características pessoais humanas e carimbar “pago”.

O perdão é a base sobre a qual repousa a aceitação, que por sua vez abre as portas para a comunicação. O perdão reconhece primeiro a falta cometida e mede bem a sua gravidade.

“O perdão requer um esforço para restaurar e recriar o que o pecado danificou e destruiu”. Fundamentos Bíblicos – Teológicos do Casamento e da Família, pág. 37 – Jorge E. Maldonado

Temos uma escolha a fazer: perdoar ou deixar que o amor-próprio ferido e amargurado envenenem nossa vida e a daqueles com quem convivemos.

2. A Importância de Atacarmos o Problema e Não a Pessoa

Os conflitos não são necessariamente um mal; podem levar ao crescimento bem como ao desentendimento. Para que os conflitos possam ser solucionados de forma a promoverem a comunicação e não interromper a mesma, existem alguns passos que devem ser seguidos:

§ Atacar o problema e não a pessoa – lembre que a pessoa pode ter um problema, mas ela em si, não é o problema.

§ Falar o que está sentindo e porque está sentindo-se assim – é extremamente importante colocar diante do outro o que pensa, sente, vê, entende, o que se passa. Só assim poderá haver entendimento, compreensão, aceitação, envolvimento com participação na solução do problema.

§ Se restringir ao assunto em questão – em caso de existirem problemas não resolvidos do passado. Lembre-se da importância de se deter ao assunto em questão. “Não desenterrem defuntos”. Não traga todos os problemas de uma só vez à tona. Procure resolver um problema de cada vez.

§ Oferecer sugestões práticas com as críticas, deixando de lado palavras como: “sempre, nunca, ninguém, todo o mundo”, que sendo um exagero, destroem a credibilidade do argumento e colocam a discussão desde o início num plano de irrealidade.

3. A Importância de Saber Ouvir

“Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar”. Tiago 1:19.

Comportamentos que destroem a comunicação:

§ Falar sem parar;
§ Interromper a outra pessoa que está comunicando;
§ Comunicar-se com alguém cujos olhos passeiam por toda parte;
§ Ficar constantemente distraído

“Não permitais que as perplexidades e tristezas da vida diária aflijam vosso espírito e vos entristeçam o semblante. Se o permitirdes, tereis sempre alguma coisa que vos atormente e aborreça. A vida é o que dela fazemos, e encontraremos o que buscarmos. Se olharmos as tristezas e perplexidades, se estamos de mau humor de molde a ampliar pequenas dificuldades, encontraremos quantidades delas para nos absorver os pensamentos e a conversação”. O Lar Adventista, págs. 426, 427.

4. A Importância de Saber Falar

Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o próximo” Efésios 4:25. “Mas seguindo a verdade em amor” v.15.

A comunicação entre os esposos tem de ser sempre verdadeira, porém em amor. Saber que a outra pessoa sempre fala a verdade, mesmo quando isso é difícil, estabelece um vínculo de confiança entre o casal. Mas as nossas palavras sempre devem ser revestidas de amor, evitando sempre a presença de emoções negativas. “Irai-vos, mas não pequeis; não se ponha o sol sobre vossa ira”. Efésios 4:26.

Se permitirmos que a ira faça ninho em nosso íntimo, ela transformará a nossa vida em rancor e amargura, envenenando a vida. “Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, a assim transmita graça aos que ouvem”. Efésios 4:29.

“Maneiras gentis, conversação agradável, atos de amor unirão o coração dos filhos a seus pais pelos suaves laços de afeição, e farão mais para tornar atrativo o lar do que os mais raros ornamentos que se poderão comprar com dinheiro”. O Lar Adventista, pág. 427.

5. As Palavras Podem Construir Edificar ou Arrasar Alguém.

Se as palavras podem destruir ou construir um relacionamento, deve-se pensar muito antes de falar e não falar sem pensar. Deve se pensar nos efeitos e nas conseqüências de cada palavra proferida. Isto quer dizer, que não se deve pensar em simplesmente desabafar, colocar tudo para fora, não. As palavras possuem um efeito poderosíssimo, por isso, pensar antes de falar, é um bom remédio. Pense!

a. O que vou dizer é verdade? Estou a par de todos os fatos?
b. O que vou dizer é bom para edificação? Vai ajudar ou magoar? É construtivo ou destrutivo?
c. Será que esta é melhor hora para eu dizer isso ou será melhor esperar uma hora mais apropriada?
d. Minha atitude está certa?
e. As palavras que usarei são as melhores possíveis para transmitir o que quero?

“Cesse todo o murmurar, irritar-se e ralhar. Os que se impacientam e gritam expulsam os anjos celestiais e abrem a porta aos anjos maus”. Carta 133, 1904 – EGW.

6. A Importância de Exercermos o Autocontrole.

Embora conscientes do poder da palavra, perdemos o controle sobre nossas emoções e arremessamos palavras como se fossem dardos amargos e cheios de ira contra nosso oponente. Assim o Senhor nos orienta: “Nos seus lábios se acha como que um fogo ardente” Provérbios 16:27.

“…A língua também é fogo…ela contamina todo o corpo…”. Tiago 3:6.
A troca de idéias é fundamental para que ambos os cônjuges possam crescer, cumprindo assim a finalidade principal do casamento.

“Amar como Cristo amou quer dizer manifestar abnegação a todo o tempo e em todos os lugares, mediante palavras bondosas e olhares agradáveis… Genuíno amor é um precioso atributo de origem celeste, que aumenta o perfume à proporção que é dispensado aos outros”. Meditações Matinais, 1956, pág. 99.

III – Regras Práticas Para Uma Boa Comunicação:

§ Seja um ouvinte atencioso e não responda até que a outra pessoa tenha acabado de falar;
§ Seja tardio para falar. Pense antes;
§ Fale sempre a verdade, mas faça-o em amor. Não exagere;
§ Não use o silêncio para frustrar seu companheiro. Explique seu motivo para não estar com vontade de falar;
§ Não se envolva em brigas. É possível discordar sem brigar;
§ Não responda com raiva. Use a resposta branda e bondosa;
§ Quando estiver errado, admita-o e peça perdão. Quando alguém confessar a você, diga-lhe que perdoa. Assegure-se de esquecer e não relembrar o fato de vez em quando;
§ Evite implicância;
§ Não culpe ou critique a outra pessoa. Ao invés disso, restaurante, anime e edifique. Se alguém o atacar verbalmente, criticar ou culpar você, não reaja da mesma forma;
§ Tente compreender a opinião da outra pessoa. Deixe espaço para as diferenças. Preocupe-se com os interesses de seu cônjuge.

“Devemos acostumar-nos a falar em tons agradáveis; a usar linguagem pura e correta, e palavras que sejam bondosas e corteses. As palavras bondosas são como orvalho e suaves aguaceiros para a alma”. III Mensagens Escolhidas, pág. 240.

“Os anjos não são atraídos para o lar em que a discórdia reine suprema. Cessem os pais e mães toda crítica e murmuração”. I Mente, Caráter e Personalidade, pág. 179.

Conclusão:

Dezesseis Conselhos Para Evitar as Crises

A crise no matrimônio pode se originar, às vezes, por uma comunicação defeituosa. A crise em si supõe uma ruptura de comunicação. Esta ruptura se manifesta de forma aberta quando o contato e o diálogo deixam de existir. Ou pode aparecer de forma velada quando se mantém a relação à base de monossílabos. Em todo caso o que se pretende é que esses momentos de desacordo conjugal (normais na convivência matrimonial) sejam transitórios e leves, graças à boa vontade dos cônjuges.

1. Tempo de ouro:
Dedique tempo ao outro, porém não confunda quantidade com qualidade.

2. Saídas freqüentes:
Saia com sua esposa com alguma freqüência. Não se limite a “tirar” sua esposa de casa, preocupe-se em “sair com ela” como algo que a agrade, não é necessário gastar muito, quem sabe um passeio de mãos dadas e um sorvete?

3. Ouvir e escutar:
Quando ele(a) falar com você, não se limite a ouvir, deixe de trabalhar, ou deixe o jornal de lado, olhe-o(a) nos olhos, ele(a) se dará conta que está sendo ouvido(a).

4. Como namorados:
Mantenha viva a “primavera” a “brisa” do primeiro dia de namoro. Conquiste-o(a) diariamente.Preocupe-se em estar bem arrumado(a) pessoalmente para seu amado(a).

5. Boas recordações:
Recorde com freqüência os momentos felizes compartilhados por vocês.

6. Sonhos de apaixonados:
Sonhe como os apaixonados, porém mantenha os pés no chão como os esposos.

7. De cara com o futuro:
Façam planos juntos para o futuro, que os ajudem a melhorar o presente.

8. “Não há outro(a) como você”:
Faça com que seu esposo(a) se sinta importante na relação conjugal. Busque sua companhia.

9. A importância das comemorações:
Recorde as datas importantes. Se comemorarem juntos, melhor!

10. “Ajude-me!”:
Peça à sua esposa(o) soluções práticas para seus problemas: isso pode te ajudar muito e, além disso, servirá para os unir.

11. Elogie sempre:
Não a(o) critique perante os(as) amigos, menos ainda quando ela(o) não estiver presente.

12. “É uma surpresa”:
Surpreenda a ele(a) com pequenos detalhes inesperados: um presente,uma flor,um bombom,uma notícia agradável,um beijo

13. Vinha pensando em você:
Busque-o(a) ao chegar em casa. Ele(a) ficará muito feliz em saber que você está pensando nele(a).

14. Um beijo ao despedir-se:
Não esqueça de despedir-se antes de sair. Um beijo todos os dias é uma prática muito recomendável.

15. Com a verdade à frente:
Seja sempre sincero(a), porém não se manifeste de forma desagradável.

16. “Quero estar contigo”:
Prefira estar com seu esposo(a) do que estar com os amigos(as), demonstre isso sempre. Se forem amigos de verdade, porque não estarem todos juntos?

Conversar, ouvir, entender, prestar atenção, ceder, ajudar, perdoar e compartilhar sentimentos, pensamentos e visão, eis os segredos para a felicidade conjugal.

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