Guardador do irmão – Como ajudar os recém-conversos a se firmarem na fé !

Posted: 28 de Janeiro de 2011 by mundomaranatha in Sem categorias

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Vívemos numa sociedade individualista, com pouca ou nenhuma preocupação com o bem-estar material e espiritual dos outros. Buscamos a solução dos nossos problemas, a satisfação das nossas necessidades, a afirmação da nossa pessoa e a priorização dos nossos interesses, sem, muitas vezes, nos importar com os dos outros.

E o que dizer de nossa conduta como membros da igreja, o corpo de Cristo? A verdade é que o ambiente da igreja deve ser o lugar onde todos pratiquem o altruísmo, em palavras e atos. Tudo o que se faz na igreja deve promover ânimo, edificação na fé e comunhão de todos. Nesse sentido, somos todos ”guardadores de nosso irmão”, algo que o egoísta Caim disse não ser, ao Deus lhe perguntar: “Onde está Abel, teu irmão?” (Gn 4:9).

Em face do grande número de pessoas que são batizadas mas acabam abandonando a igreja, deveríamos perguntar: Como igreja, o que devemos fazer para reverter esse quadro? Se o altruísmo era uma característica marcante da igreja do primeiro século (At 2:42-47) e ajudava aqueles cristãos a permanecer na igreja e viver as verdades recebidas, poderia o mesmo acontecer hoje?

Entre as razões apontadas como sendo determinantes para alguém deixar a igreja estão: discordância doutrinária ou algum procedimento inadequado por parte dos líderes da igreja, falta de envolvimento nas atividades missionárias, tentações e apelo das coisas e práticas mundanas, falta de visitação, carinho e amor (essa parece ser a razão mais forte), desapontamento com a conduta dos membros, fora e dentro da igreja, etc.

Com respeito à última razão, analisemos algumas práticas que podem desapontar e, até mesmo, escandalizar um novo membro da igreja:

Falta de reverência. Às vezes, o novo membro se lembra, com saudade, da reverência que havia em sua antiga igreja e sente falta dela. Para todos, a ordem divina é: “Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec 5:1). Os pais deveriam se sentar com os filhos, e não deixá-los perambulando pela nave da igreja ou nas demais dependências, distraindo e incomodando os adoradores. Os membros deveriam evitar conversas ao entrarem na Casa de Deus.

Música tipo “fogo estranho”. Muitas vezes, a música apresentada nos cultos foge ao espírito de louvor a Deus, pendendo para a ostentação ou para o mercantilismo, eivada de um ritmo que lembra o membro do tempo em que ele era “mundano” – o que, instintivamente, conduz ao “balanço”.

Falta de paciência. Uma característica marcante dos eleitos que aguardam a volta de Jesus é a paciência (Ap 14:12). Mas, às vezes, os membros e oficiais da igreja são ríspidos, especialmente com as crianças e jovens. A verdade é que podemos e devemos melhorar muito nessa questão.

Falta de honestidade e sinceridade. Se existe algo que escandaliza um recém-converso é a desonestidade e hipocrisia por parte daqueles que estão há mais tempo na igreja. Ele espera ver coerência na vida e prática de seus irmãos de fé, e isso envolve honestidade para com Deus (dízimos e ofertas) e em relação aos negócios rotineiros e seculares do dia-a-dia.

Falta de amor. “Tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (I Pe 1:22). A falta de amor é apontada como a causa principal para o abandono da igreja. Se somos membros do corpo de Cristo, como podemos ignorar, deixar de demonstrar carinho, e até mesmo ferir um companheiro de jornada rumo ao Céu?

Indumentária não condizente. A roupa de um cristão deve ser de boa qualidade, que não chame a atenção nem desperte pensamentos impuros nos outros. Um novo membro espera ver nos seus irmãos de fé exemplos quanto ao vestuário – do contrário, ele não verá a diferença entre o vestuário mundano e o de um cristão adventista.

Comportamento inadequado na Casa de Deus. Por exemplo, conversas, mastigação de chicletes e demonstrações impróprias de carinho entre namorados, noivos ou pessoas casadas, hoje tão em voga, no recinto da igreja.

Concluímos que o mau exemplo é assimilado rapidamente e distorce a missão precípua da igreja, que é a adoração e a pregação do evangelho.

Texto de autoria de Gelson Câmara Siqueira, membro da igreja adventista central de São Carlos, São Paulo. Publicado na Revista Adventista de Dezembro/2008.

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